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Bob Marley: One love

Saiba tudo sobre filme do “Bob Marley: One Love” aconteceu de verdade A cinebiografia da lenda do reggae foi lançada hoje, 12 de fevereiro, nos cinemas brasileiros

Bob Marley: One  love
Bob Marley: One love (Foto: Reprodução)



“Bob Marley: One Love” é um filme que celebra a vida e a música de um ídolo da reggae music que inspirou gerações por meio de sua mensagem de amor e união. A produção estreou nos cinemas brasileiros Dia, 12 de fevereiro, e é distribuída pela Paramount Pictures. 

O enredo foca em um período de fortes conflitos políticos na Jamaica que resultam no exílio de Marley em Londres após um atentado a tiros. Durante o exílio, ele compôs o álbum “Exodus”, que culmina no famoso show “One Love Peace Concert” em 1978. 


Cada momento do longa emociona e mostra o lado humano do cantor que influencia a música até os dias atuais. De acordo com o diretor do filme, Reinaldo Marcus Green, o principal objetivo é que a mensagem de Marley se espalhe para as novas gerações, isto é, o cultivo do amor e da paz. 


“Meu pai passou por muita coisa em um curto período. A tentativa de assassinato. Depois foi exilado da Jamaica. Foi um momento de mudança de vida”, conta Ziggy Marley sobre o recorte que a cinebiografia traz sobre a vida de seu pai. O filho ainda afirma que muito do Bob Marley que conhecemos hoje foi criado durante esse período de mudanças e incertezas. 


“Bob Marley: One Love” ainda conta com produção executiva de Brad Pitt, ao lado de Richard Hewitt, Orly Marley, Matt Solodky. A esposa de Bob, Rita Marley, e os filhos, Ziggy e Cedella assinam a produção com Robert Teitel, Dede Gardner e Jeremy Kleiner. 


Em coletiva de imprensa, Reinaldo Marcus Green explicou que não foi fácil contar a história do artista em um longa: “Capturar a vida de um homem em duas horas é difícil. Foi necessário encontrar a janela que nos permitiu fazer isso para mostrar o lado humano dele”, explica. Contudo, Green afirma que o desafio foi ainda maior por se tratar de uma lenda como Bob Marley: “Nossa responsabilidade é tentar ser o mais autêntico possível”, completa. 


Agora, o que aconteceu de verdade no filme? Algumas situações são emblemáticas na produção, saiba quais delas realmente aconteceram na realidade de Bob. 



“Bob Marley: One Love”  

O artista já foi baleado

Apesar das cenas chocantes do filme, os momentos retratados não só fizeram parte da realidade de Bob, como o cantor foi assolado por esse ataque durante muitos anos de sua vida. 


Nos anos 1970, a ilha da Jamaica estava muito longe de ser um tranquilo paraíso caribenho. Na realidade, vivia um dos períodos mais sangrentos da sua história. Havia, praticamente, uma guerra civil entre jovens militantes, que defendiam partidos distintos.


Pensando no cenário difícil em que vivia, o artista quis dar um show gratuito pela paz e pela união da juventude. E acabou recebendo inúmeras ameaças. Contudo, sem pretensão de desistir, dias antes do evento, a casa do cantor foi atacada.


Na noite de 3 de dezembro de 1976, a residência de Bob Marley foi invadida por sete homens armados, desencadeando um evento marcante na história. Ao encontrar Rita Marley, esposa do cantor e compositor, no pátio da casa, os invasores atiraram sem pronunciar uma palavra, acertando-a na cabeça.


Enquanto isso, outros três homens cercaram o perímetro externo da casa, e os demais adentraram a cozinha, onde Bob Marley estava em conversa com membros de sua banda, The Wailers, enquanto preparavam uma salada de frutas.


Os músicos foram alvejados pelos invasores, resultando em respingos de sangue nas paredes e poças no chão. Em meio ao caos e aos gritos, um dos invasores mirou no peito de Marley e disparou.


Surpreendentemente, apesar dos mais de 80 tiros disparados, ninguém perdeu a vida naquela fatídica noite e mesmo assim, o artista apresentou algumas músicas no “Smile, Jamaica”, seu evento pela paz. No entanto, o incidente elevou ainda mais as tensões no país, e Bob precisou se exilar.


Bob Marley foi preso na Inglaterra

Após o concerto, ele se mudou para a Inglaterra — e lá, inclusive, gravou um de seus discos de maior sucesso: “Exodus”. Contudo, mesmo sendo um artista conhecido, o cantor chegou a ser preso pela segunda vez pelo porte ilegal de maconha. 


Na cultura rastafári, a droga é uma planta sagrada que aumenta a consciência, e, por esse motivo, Bob defendeu sua legalização por toda a vida.


No ano de 1968, o cantor já havia sido preso na Jamaica pelo mesmo motivo. Ele permaneceu preso durante um mês, e acabou criando diversos amigos nesse período. Também foi por causa dessas amizades que o astro foi influenciado a escrever músicas com mais mensagens políticas.


Teve filhos fora do casamento

O filme não deixa claro quantos herdeiros o cantor teve, mas são onze filhos oficiais e dois filhos “não oficiais”. Além de ser um traço cultural na Jamaica, o movimento rastafári também incentiva que os homens tenham muitos filhos.


O cantor se casou com Alfarita “Rita” Constantia Anderson em 1966. Na época, ela já tinha uma filha que foi adotada por ele. Depois, vieram três com a esposa e outros oito com diferentes mulheres. Rita também teve uma filha fora do casamento, Stephanie, que foi adotada pelo cantor.


Bob teria sobrevivido se tivesse amputado o dedo?

Durante uma partida de futebol em Londres em 1977, Bob machucou o dedão do pé direito e, como consequência do ferimento não tratado, a unha do pé caiu. No entanto, o que parecia um acidente simples, era, na verdade, um indício de câncer.


Os médicos descobriram que o cantor sofria de uma espécie de câncer de pele chamado melanoma lentiginoso acral, um dos vários tipos de melanoma, e recomendaram a Bob Marley um procedimento cirúrgico para a amputação do dedão do pé, seguido de radioterapia e quimioterapia. No entanto, alertaram que o prognóstico de recuperação era sombrio. 


Marley e sua família recusaram o tratamento proposto por duas razões principais: em primeiro lugar, sua fé rastafári seguia o voto Nazireu, que proibia qualquer alteração corporal, incluindo cortes de cabelo e barba; em segundo lugar, Bob preocupava-se com o impacto que a amputação poderia ter em seus movimentos no palco e em sua performance de dança, afetando sua carreira artística.


O câncer acabou se espalhando e o artista morreu em um hospital de Miami, em 11 de maio de 1981. No entanto, há uma dúvida que fica até hoje: será que se tivesse amputado o

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